“Par ou ímpar?” e uma decisão aleatória é tomada entre duas opiniões divergentes.
“Quem pegar o barbante mais curto perde” e uma decisão, também aleatória, é tomada sobre quem, de um grupo, será o escolhido, em geral para uma tarefa que nenhum deles quer executar.
Numa democracia, para se decidir um governo, temos um problema de escolha também; não aleatória, mas determinística, nesse caso. O universo de pleiteantes é maior, e o universo dos consultados é muito maior ainda.
Introduz-se a prática social do Voto. Candidatos e eleitores se registram com uma autoridade eleitoral que avalia elegibilidades e direitos. Dá-se um prazo para os candidatos propagarem suas pretensões e aos eleitores avaliarem suas opções, e procede-se a uma votação. No Brasil, a fim de se garantir que o candidato vencedor o é com votos da maioria absoluta dos eleitores, os dois candidatos mais votados num primeiro turno disputam uma finalíssima num segundo turno. Cada eleitor tem dois tokens: um para dar ao candidato de sua preferência entre todos os candidatos na primeira votação; e um outro para dar a um dos dois finalistas, numa potencial segunda disputa.
Os eleitores muitas vezes se vêem considerando votar em candidatos menos piores, sob o receio de ficarem sem alternativa a não ser votar em quem rejeitam. Esse é o voto útil ou voto defensivo.
Neste artigo, pretendo enumerar algumas reflexões sobre esse processo e apresentar uma crítica ao voto útil, tendo com pano de fundo o eleitor brasileiro nas eleições de 2018.
1. Os candidatos competem, não os eleitores.
A polarização política da sociedade levada a cabo nos últimos anos juntada à alta taxa de adesão dos indivíduos aos veículos de mídia social trouxe como a mais séria das consequências a futebolização da sociedade brasileira. Os aspectos mais marcantes são:
- tornou transparente a preferência eleitoral de cada cidadão e
- socializou-se a identidade dos candidatos.
Como no futebol, onde todo mundo sabe quem são os atleticanos e os cruzeirenses, na política hoje em dia todos sabemos quem são os de direita e os de esquerda. A disputa passou a ser não entre os candidatos, mas entre os grupos. Quem ganha, ridiculariza quem perde; quem perde, não poupa esforços para deslegitimizar o vencedor.
Há uma extensão da identidade dos candidatos para os eleitores do mesmo. O eleitor do candidato X se sente pessoalmente ofendido quando aquele candidato é criticado. E aí, esse povo que adota a obrigação de “se” defender, passa a depender de seu candidato prover os argumentos e os fatos políticos que dêem esteio àquela defesa. Inverteu-se o sentido de quem-precisa-de-quem.
É necessário afirmar que quem está a disputar são os candidatos. Nós eleitores somos o Brasil e, nesse momento, quem precisa de nosso voto são eles. A nós compete ofertá-lo a quem vai melhorar o Brasil.
2. Vai haver segundo turno
O fenômeno apontado no ponto anterior traz como consequência a falta de definição clara da preferência da maioria. As opções ora referendadas pela autoridade eleitoral estão posicionadas claramente ou de um lado ou de outro do espectro político. Dentro de cada lado, uns poucos candidatos dividem a preferência de mais ou menos a metade do eleitorado. Não existe preferência clara e absoluta. E não existe mobilidade de voto entre os extremos do espectro. Ciro tira voto do Haddad ou Marina, nunca do Bolsonaro ou Alkmin ou Meirelles. A não ser que haja uma improvável aliança, com retirada de candidaturas alinhadas, o segundo turno pode ser visto como uma certeza. Podemos trabalhar com esse fato.
3. A defesa prematura pesa contra
Tenho ouvido amigos dizerem: “Apesar de achá-lo o melhor, não voto no fulano porque ele não tem chance de ganhar.” É a constatação do meu ponto número um: o torcedor quer ganhar, não importa com que time! Não seria isso pensar pequeno?
Ainda que concedamos que esse ganhar possa ser um prazer para certos indivíduos, um alívio sazonal para as amarguras do dia-a-dia, não posso me furtar de alertar que não há necessidade de se votar em ninguém que não seja o melhor entre os candidatos e a melhor entre as propostas ainda no primeiro turno.
O voto no primeiro turno é o voto puro, o voto idealista, o voto no futuro, na esperança de dias melhores, na possibilidade de realizar o sonho de viver num país que funciona, que é mais justo, que gera cidadãos felizes, prósperos, seguros e prontos para contribuir para o progresso do planeta.
O chamado voto defensivo no primeiro turno implica em eternizar a sina de ter que escolher o Menos Pior.
Estabeleça os seus critérios, observe os candidatos, familiarize-se com suas propostas, estude os seus passados e vote no melhor. Não é hora ainda de se levar em conta suas crenças sobre qual será o voto dos outros. E pesquisa eleitoral é nada mais do que isso: crença.
Tranquilize-se com a certeza de que o seu candidato é o melhor, passe ou não para o segundo turno. Reserve seu voto defensivo para esse caso.
















After all, how many medals has my country won in the Olympics? According to the Olympic Games charter, an Olympic medal is awarded to successful competitors at one of the Olympic Games. There are three classes of medal: gold, awarded to the winner; silver, awarded to the runner-up; and bronze, awarded to the third-place competitor. So, a medal is awarded to a competitor. Mmmm… My country is known for its strength in team sports where groups work together to win matches. Some other countries are good at sports where a single athlete does the competing and the winning.



















































































